domingo, 15 de fevereiro de 2015

Como Zeus destronou o Pai

Olá leitores :)
Hoje trago mais um pouquinho de mitologia Greco-Romana :D

Alguns à partes para ajudar a entender melhor o texto:

 -Campos de Eliseu: é o local onde os mortos afortunados, aqueles que agradaram aos deuses, gozam a mais feliz das existências.

-Amalteia: na mitologia, Amalteia foi a ninfa que possuiu a cabra Aix que cedeu o leite ao recém-nascido Zeus. Em uma variante da mitologia, a cabra é quem se chamava Amalteia, ou ainda, é que Amalteia é uma deusa teriomórfica (adoração a animais), possuindo chifres.





 

Reia e Crono
Crono era medroso como o seu pai, Úrano, e com maior razão. A mãe de Crono, Gaia, profetizou que um dos filhos dele haveriam de crescer para o destruir, ou talvez estas palavras tenham sido uma maldição saída da boca do pai mutilado. Crono e Reia tiveram seis filhos, três homens e três mulheres: Posídon (Neptuno), Hades (Pluto), Zeus (Júpiter), Héstia (Vesta), Hera (Juno) e Deméter (Ceres). Quando um dos filhos nascia, Crono engolia-o inteiro e ele permanecia no estômago, desamparado. Reia estava determinada a fazer com que Crono parasse de comer os seus filhos, mas esta tinha medo da enorme força do marido. Reia tinha de o destronar não pela força mas sim pela astúcia.


Amamentação de Zeus pela cabra Amalteia, de Nicolas Poussin
   Quando estava prestes a dar à luz o filho mais novo, Zeus, escondeu uma grande pedra dentro da cama e, quando Crono exigiu o recém-nascido, Reia entregou-lhe a pedra em seu lugar. Crono não se apercebeu do embuste, deve ter engolido a pedra de uma só vez. A mãe escondeu a criança numa gruta. A cabra Amalteia alimentou-o com o seu leite e as abelhas forneceram-lhe mel. Reia pediu às divindades inferiores, as Curetes, para protegerem a criança e, quando Zeus chorava, elas faziam tal barulheira com as espadas e com os escudos, que Crono não ouvia o choro do bebé.
  


Quatro Idades da Vida, de Pietro de Cortuna

  Logo que ele cresceu e teve força suficiente, forçou o pai a vomitar todos os bebés que tinha engolido e, seguidamente, atirou-o de novo para Tártaro. Alguns mitos defendem que Crono não estava aprisionado no Tártaro e que vivia no Eliseu. O procedimento dele para com os filhos não terá sido do agrado da geração seguinte de deuses, mas, apesar de Crono ter sido o pior dos pais, foi um generoso governante da humanidade. A época de Crono é chamada a Idade do Ouro, a era em que a terra produzia alimentos sem haver necessidade de trabalho, os homens não sabiam o que era o assassínio e viviam em paz uns com os outros. Logo que Zeus destronou o pai, iniciou-se a Idade da Prata e começou a haver as estações do ano. Seguiu-se a Idade do Bronze, uma era de guerra. Por fim, a Idade do Ferro, uma época de trabalho árduo e de injustiça, de crime e castigo. Atualmente, a humanidade continua a atravessar esta era.








Astreia e a sua balança
 
   -Curiosidade:
  A mais recente época do mundo, cheia de problemas e males, é chamada de Idade do Ferro, mas talvez fosse melhor chamá-la de Segunda Idade do Ouro, visto que muitas desgraças começaram quando o ouro tentou a humanidade pela primeira vez. Através das Idades do Ouro, da Prata e do Bronze, Astreia, a deusa da justiça, permaneceu na Terra, mas quando a idade do Ferro começou, ela concluiu que não poderia permanecer aqui por mais tempo. Agora ela brilha nos céus na forma da constelação Virgem. Astreia, em tempos, transportava um par de balanças com as quais ela pesava o certo e o errado. Hoje, as balanças de Astreia brilham perto dela, na forma de constelação Balança.

 
 
 
Bibliografia:
 
Livro "Mitologia: mitos e lendas de todo o mundo"
Livro "Dicionário de Mitologia Grega e Romana" de .
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amalteia
http://mitologiagreganaweb.blogspot.pt/
http://pt.wahooart.com/@@/8XYS8P-Pietro-Da-Cortona-A-Idade-do-Cobre



Beijos,
-F

 


 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Entrevista a Susana Almeida

Olá caros leitores :)
É a primeira vez que faço algo deste género, tanto como para o blog como pessoalmente.
Antes de lerem a entrevista, quero expressar a minha gratidão à Susana pela sua disponibilidade ;)

Entrevista:

1 -  “Renascer das Chamas” é um romance atípico. Que tipo de história poderemos encontrar?
Poderemos encontrar um romance inserido no género drama, onde o leitor será confrontado com a malícia humana. Ao longo das suas páginas são vários os temas abordados: sofrimento, físico e psicológico, crueldade, violação e desprezo pela vida humana. Mas não só, também encontrarão: amor, amizade, altruísmo e esperança.



2 – Como é que caraterizas as três principais personagens (Cecília, Laerte e Mauro)?
Cecília mostra-se inicialmente uma jovem frágil, amedrontada e submissa, mas que ao mesmo tempo possuí uma réstia da coragem que a leva a pedir ajuda. Ao longo do livro poderemos acompanhar as mudanças progressivas na sua personalidade. Cecília acaba por se tornar numa rapariga corajosa, forte e até destemida.


Laerte é um rapaz corajoso, de bom coração e altruísta que não hesita em ajudar os mais fracos, mesmo que para o fazer coloque a sua vida em risco.

Mauro é um homem amargo, frio e cruel. Alguém que demonstra em várias situações não ser capaz de sentir qualquer tipo de piedade e que despreza a vida humana. É ainda um homem violento que sente prazer em torturar as suas vítimas física e psicologicamente.  


3 – O que fez com que escrevesses esta obra? Como surgiu?

 O “Renascer das Chamas” surgiu através de um contacto do Editor da Letras com Asas que me deu a possibilidade e me desafiou a escrever uma história diferente das que habitualmente escrevo.
 


4 – Fala-nos um pouco sobre ti, quem é a Susana?

 A Susana é uma rapariga simpática e muito faladora que adora ler e principalmente escrever. Não vive sem música e tem nela a sua principal companheira de escrita. Gosta de passear na praia e tem o estranho hábito de o fazer em todas as estações do ano menos no Verão porque não gosta de multidões. É fã de fotografia e tem nos gatos os seus animais de estimação preferidos embora tenha descoberto que as tartarugas são animais de estimação muito interessantes.  

 

5 – Para quem escreves?

 Essa é uma pergunta complicada. Inicialmente escrevia para mim, escrevia o que eu gostava de encontrar num livro e não encontrava. Hoje em dia escrevo para mim e para os leitores e tento conjugar ambos contando histórias que tanto eu, como os leitores, poderemos gostar.

 

 6 – Porquê a escolha deste tema?

 Há muito tempo que escrevo romances, na verdade comecei por escrever romance/aventura e só anos mais tarde comecei a ser atraída pela fantasia. Os leitores, no geral, desconhecem-no e perguntam-me porque mudei de fantasia (depois de ter publicado a trilogia Estrela de Nariën) para romance. Não foi uma mudança, mas um regresso a um género que ficou guardado na gaveta por algum tempo.
Escolhi este tema porque existia uma ideia a fervilhar dentro de mim e achei que chegara a hora de arriscar.

 

7- Como é que te sentes ao ver uma obra tua publicada, apesar de não ser a primeira?

Tenho um carinho especial por todas as minhas obras, e sempre que uma delas é publicada sinto uma imensa alegria. É muito bom saber que outras pessoas vão ter a possibilidade de ler o teu trabalho e conhecer o mundo e as personagens que criaste.

 

8 – Porque começaste a escrever?  

 Pode parecer uma razão egoísta, mas comecei a escrever porque não encontrava nos livros que lia o que gostava. Faltava sempre qualquer coisa e um dia, por mera brincadeira, comecei a criar uma história que até foi escrita na velha máquina de escrever do meu pai. Depois nunca mais parei, sempre fui uma pessoa bastante imaginativa e quanto mais escrevia mais vontade de o fazer surgia e mais histórias nasciam na minha cabeça à espera de serem passadas para o papel.



9 – Que tipo de feedback tens tido?

 Tenho tido um feedback excelente, fantástico mesmo! Confesso que tem superado de longe as minhas melhores espectativas. Pelo que só tenho de agradecer a todos os leitores que já leram o “Renascer das Chamas” e me deram a sua opinião. 

 

10 – Neste momento, tens algum projeto em vista?

 Neste momento o meu projeto passa por terminar de reescrever um outro romance.



11 – Que conselho tens para dar a jovens escritores?

 O conselho que lhes posso dar é que escrevam muito e leiam mais. Não tenham pressa em publicar um livro, amadureçam a vossa escrita e a vossa forma de contar uma história e isso consegue-se através de muito trabalho e perseverança.  







Beijos,
-F

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Renascer das Chamas de Susana Almeida


Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 100
Editora: Letras com Asas
ISBN: 978-989-99275-1-3

Sinopse: É na Festa da Colheita que os caminhos de Cecília e Laerte se cruzam pela primeira vez. Ao contrário de todas as outras raparigas, Cecília não exibe um vestido bonito, ou prende os cabelos num penteado elegante.

Escondida no escuro de um beco, ela observa a festa como uma criança deslumbrada. Mas Cecília não está só, um homem mais velho acompanha-a. 

Curioso com o motivo que fez Cecília pedir-lhe ajuda no final da festa, Laerte procura informações sobre o homem que a acompanhava. Informações que acabarão por lhe revelar um segredo que mudará a sua vida. 

Perseguidos, Laerte e Cecília lutam para sobreviver, enfrentando os perigos que surgem no seu caminho. Conseguirão eles chegar sãos e salvos ao seu destino?
Opinião sobre o livro:

Não estava nada à espera do que este livro relata. Estava à espera de um romance “água com açúcar”. Nunca imaginei a bela histórica que me esperava.
Sim, é um romance, mas não um muito normal. No início, vemos um homem jovem, atraente e bondoso (Laerte). Por outro lado, temos uma Cecília tímida e amedrontada mas, ao mesmo tempo, corajosa o suficiente para tentar escapar.
Cecília é uma escrava tanto sexual como doméstica. Esta jovem adolescente é uma cativa de um tirano violento e sem piedade nem senso comum, conhecido pela alcunha “O Viúvo”.
A partir do momento em que a jovem é resgatada por Laerte, ela torna-se numa rapariga um pouco destemida e feroz.
Laerte e Cecília acabam por se apaixonarem lentamente, até se poderá dizer, sem mesmo saberem. Acabam por estabelecer uma excelente relação de amizade e amor, onde um sente a necessidade de proteger o outro.
Esta obra toca na malícia humana e no quanto um ser humano pode ser repugnante e egocêntrico. Contudo, temos Laerte que, após o pedido desesperado de Cecília, percorre um longo itinerário para tentar descobrir o que se passa e o porquê daquele pedido.
A escrita de Susana Almeida é intrigante, fluída e de fácil compreensão.
Em suma, “Renascer das Chamas” é uma mistura de mirabolantes reviravoltas, onde só resta uma pergunta: há continuação?
Quem quiser comprar o livro pode encomendar por aqui.
Beijos,
-F