segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A rapariga que roubava livros de Markus Zusak




Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 463
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722339070
Coleção: Grandes Narrativas


Sinopse: Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada - Grau de Dificuldade II.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.


Críticas de imprensa:

"Zusak não só cria uma história original e enfeitiçante, como escreve com poesia… Uma narrativa extraordinária."
School Library Journal

"Uma narrativa absorvente e marcante."
Washington Post

"Uma história poderosa."
Booklist

"Brilhante… É um daqueles livros que podem mudar a nossa vida…"
New York Times

"Perturbador e poético ao mesmo tempo…Parece bem colocado para se tornar um clássico."
USA Today

"Elegante, filosófico e comovente… Belo e importante."
Kirkus Reviews

"Um feito… um livro que é um desafio…"
Publisher’s Weekly

"Inquietante, desafiante, triunfante e trágico… Um livro de grande fôlego, escrito de forma soberba… É impossível parar de o ler."
Guardian

"Um livro extraordinário, marcante, de grande beleza."
Sunday Telegraph

"Aos trinta anos, Zusak escreveu um dos livros australianos mais invulgares e cativantes de sempre."
The Age (Austrália)




Um pequeno excerto:

Sopro ar quente para as mãos, para as aquecer.
Mas é difícil mantê-las quentes quando as almas continuam a tremer de frio.
Deus.
Digo sempre esse nome quando penso naquilo.
Deus.
Pronuncio-o duas vezes.
Digo sempre o Seu nome numa tentativa vã de compreender. «Mas o teu trabalho não é compreender.» Sou eu mesma que respondo. Deus nunca diz nada. Pensam que são os únicos a qual ele nunca responde? «O teu trabalho é...» E deixou de me ouvir, porque, para falar francamente, eu canso-me a mim própria. Quando começo a pensar assim fico tão exausta, e não me posso dar ao luxo de ceder à fadiga. Sou obrigada a continuar porque, embora isso não seja verdade para toda a gente na terra, é verdade para a grande maioria - a morte não espera por ninguém - e se o faz, em geral não espera muito tempo.

Breve opinião:

É-me um bocado difícil expressar o quanto adorei este livro, simplesmente não tenho palavras! Este livro fascinou-me completamente. Não só pela maneira como a Morte expõe as suas lembranças aos leitores, mas também pelo encanto de Liesel. Adorei, sobretudo, a amizade que Liesel tem com Rudy.
Pela amizade deles, sabe-se que podemos ter as maiores pancas que teremos sempre alguém que não se afaste de nós e que nos aceita como pessoas.
Como deu para perceber, acabamos por simpatizar com Liesel, Rudy e o judeu Max. É uma história  em que sofremos com cada personagem presente. A sua história é contada de uma maneira agradável, mas que por vezes trás um pouco de sofrimento.
Quanto ao tipo de escrita, é fluida e sem momento mortos. É uma história vibrante que nos prende junto às suas maravilhosas páginas.




Trailer do filme:







-F

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A espantosa realidade das coisas de Alberto Caeiro

Boa noite,
venho cá postar mais um poema para a coleção ;)


A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais, naturalmente.

Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem esforço,
Nem ideia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

In Poemas Inconjuntos


In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001
 
 
 
 
 
 
 
-F

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Eterna Mágoa de Augusto dos Anjos

Boa noite :)
Como a poesia é uma arte e faz parte de tudo o que tem a ver com letras, aqui vos trago um poema :)


O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resisitir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga

Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!






-F

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os 10 livros que mais gostei

Olá leitores secretos :)
Ora bem, este post foi sugerido (mais uma vez ^-^) pelo Fiacha.
Vou passar a minha lista, apesar de ser um pouco difícil, por menos para mim, reduzir a dez livros preferidos!

1 - Hush, hush de Becca Fitzpatrick
2 - A maldição do Tigre de Colleen Houck
3 - Anjo Caído de Lauren Kate
4 - Anjos Mecânico de Cassandra Clare
5 - A rapariga que roubava livros de Markus Zusak
6 - O Inferno de Gabriel de Sylvain Reinard
7 - Vampire Kisses de Ellen Schreiber
8 - A metamorfose de Franz Kafka
9 - A culpa é das estrelas de John Green
10 - Utopia de Thomas Morus





-F

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Letal - Prólogo

Olá leitores secretos :)
Vou começar a publicar esta história chamada Letal. Posso demorar algum tempo a publicar os capítulos, ainda tenho algumas coisas a fazer, para não falar das aulas que estão prestes a começar, mas para já fiquem com este pequeno prólogo :)
Espero que gostem e boa leitura! :)



25/07/2013

 

“Toda a gente já pensou em matar alguém, certo? Todos os passos que deveriam de dar, certo? Então, porque quando chegam ao acto não conseguem? Eu tenho a resposta! Isso é porque são fracos! Não têm a coragem para matar só porque a sociedade não ia aceitar uma peripécia dessas, chamavam-me de louca e assassina depravada, enfim. Não seria mais fácil não sentirem o peso da sociedade? Vá, até o mais santo dos sacerdotes já pensou em matar alguém! Quem nunca sonhou em matar o patrão chato com um agrafador, ou um colega de trabalho com uma simples caneta, ou até mesmo os tr…”

-Trish! Já chega de rabiscares nesse bocado de papel querida. – Kimberly chamou pela sua melhor amiga. – Tens de viver mais, em vez de andares a escrever o que um psicopata acha sobre as pessoas!

-Kim tenho de entender! – Berrou Trish quase a começar um pranto. – Tenho de saber como um assassino em série funciona… Eu preciso…

-Está decidido! Vou internar-te num hospício se não deitares essa porcaria ao lixo! – Exasperou Kimberly forçando-se a aproximar-se da amiga.

Trish farta daquela conversa, levantou-se da cadeira, pegou no casaco e na folha de papel. – Onde vais? – Kim agarrou o braço da sua amiga para a fazer olhar para si. – Nem penses armar-te em Sherlock Holmes à procura de um assassino!

-Eu é que sei o que faço da minha vida! Sou maior e vacinada! – Trish libertou-se e bateu com força a porta, na saída.
 
Então? Gostaram? Gostava que apontassem os lados negativos e positivos para eu poder melhorar :)




-F
 
P.S.: Gostaram do novo design do blog?


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Livro físico vs livro digital

Olá, o tema de hoje foi sugerido pelo Fiacha. Por isso, muito obrigado pelo tema :) Já agora toca a visitar o blog dele (Leituras do Fiacha - O Corvo Negro).
A Katra e eu decidimos fazer este post em conjunto :)
Eu vou fazer a parte do livro físico enquanto a Katra vai fazer sobre os livros digitais :)


Pessoalmente prefiro um livro físico do que um livro digital. No inverno, quando as gordas gotas da pesada chuva está a bater freneticamente na janela do meu quarto e enquanto estou enroscada numa manta a ler um livro físico dá-me uma imensa satisfação. Gosto de sentir o peso de cada livro nas minhas mãos enquanto o folhei-o e imagino as cenas descritas.
Contudo, nos livros nem tudo é mágico. Muitas das vezes o livro não é  tão bom como esperamos ou não dá tanta satisfação de o ler, além do preço que cada livro tem! Outro dos problemas é que se adorarmos realmente o livro e ele tiver continuação vamos querer comprar o seguinte e assim por diante. Para mim, no que é melhor nesse aspeto é o livro digital.


Não há nada melhor que os livros. Na minha opinião foram das melhores invenções do Homem, primeiro com o livro físico e atualmente com o livro digital.
Eu, diferente da minha colega, prefiro o livro digital por razões muito práticas. São mais baratos, logo podemos adquirir uma maior quantidade (e para alguém que é totalmente viciada em ler como eu, isso conta muito =D ). Outra razão é ser muito mais fácil transporta-los, quando quero levar um livro comigo para algum lado, simplesmente passo-o para o meu telemóvel. Simples e sem peso extra na minha mala. :)
Claro que nem tudo é bom, muita gente fica com os olhos muito cansados de ler no PC ou no telemóvel, por exemplo.


-F e -Katra

"O futuro está já ali" - concurso da Pastelaria Studios

Olá caros leitores :)
Vou participar no novo concurso da Pastelaria Studios chamado "O futuro está já ali".
Então como eu sei que muitos de vós também ama escrever, eu pensei divulgar aqui o concurso. Espero que participem!
Para ver o regulamento acedam aqui: O futuro está já ali
Beijos e boa sorte ;)


-F