sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sensações


          Boa noite :3 desculpem por só publicar agora :s são muitos testes :s
          Não é o conto, mas é um pequeno texto que decidi fazer.
 
 
 
Nunca sentiram que fazem tudo errado? Que tudo parece errado? Que não sabem por onde pegar para melhorar? Que tudo o que fazem, mesmo que seja com boas intenções, magoa as pessoas? Pois, eu já me senti assim. Ou mudando o tempo verbal: pois, eu sinto-me assim!
    Sinto-me um pouco deslocada, como se este não fosse o meu tempo. Às vezes penso que sou uma mera espectadora neste ciclo vicioso que é a vida. Já se sentiram assim? Ou sou apenas mais uma maluquinha com os neurónios a funcionar de mais e com a mania das conspirações?
    Nunca tiveram medo de acordar um dia e não conseguir encarar o que vos acontece? Um amigo meu disse-me uma vez, que o seu maior medo é um dia acordar de manhã e não conseguir sorrir. Partilho do mesmo medo. Não, não sou deprimida. Tenho é medo. Tenho medo de um dia não conseguir fingir que sou forte e que estou bem. Tenho medo…
    Gostava de ter aquela sensação de que um anjo me protege. Que talvez uma pessoa falecida que já tenha gostado muito de mim me proteja. Era tão bom! Nunca tive sensações como essas.
    Sensações, sensações e mais sensações. Estou farta delas. São sensações infernais que só sabem remoer no meu cérebro. São pensamentos obscuros e marcantes. Não os queria ter…
    A este ponto do texto, talvez estejam a pensar que sou uma doida qualquer que acredita em anjos! Pois bem, sou cristã! Acredito em Deus! Já que acredito, sou obrigada a aceitar os anjos como uma realidade.
   Se sou maluca? Talvez. Se gosto de viver com estes pensamentos? Não. Se penso de mais? Com certeza! Vou mudar? Talvez nunca…
                                                                          - De alguém com problemas
                                                                         
                                                                                                                                                -F


                             Que acharam? :o Obrigado por verem :3 E mais uma vez, desculpem a demora.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Magia do Natal!! - Parte 3

Peço imensas desculpa para só estar a postar agora a continuação mas é que eu tenho que escrever todos os capítulos à mão antes de os passar para o computador e revisar todo o conto e isso anda demora. Pare além disso, estive cheia de testes.
Desculpem!
Espero que gostem! :)



- Suponho que seja normal, só tinhas quatro anos na última vez que nos vimos. – Responde ele nada ofendido com a maneira com que eu falei com ele.
- Deve ser isso. – Respondo envergonhada.
Não tenho de que me envergonhar! Até à dois segundos atrás ele estava a ser sarcástico e a falar mal da minha mãe.
Nesse momento Mimi entra na cozinha com uma camisola na mão:
- Marie, podes cozer-me… - Ao reparar no meu pai e em Christopher interrompe-se: - Desculpem, não sabia que tínhamos visitas. – Diz olhando para mim admirada.
Tenho a certeza que ela não os reconheceu, tinha apenas dois anos na última vez que viu o nosso pai. A nossa mãe nunca nos mostrou uma fotografia dele, dizia que ele tinha deixado de ser nosso pai a partir do momento que arranjou uma amante. Esta não é a minha opinião mas ela nunca me perguntou o que eu achava sobre este assunto.
Sei que vou ter que lhe contar quem é, mas não quero. Por alguma razão a minha irmã sempre nutriu um certo ódio pelo meu pai mesmo que se esforçasse ao máximo para o esconder, ela sabia que eu ainda o amo.
- Senta-te aqui, Mimi. – Digo indicando a cadeira ao meu lado. Depois de uma breve hesitação, ela sentou-se a minha beira e eu apresentei-a (como se eles não se conhecessem todos!):
- Estes são o Pierre e o Christopher.
- Pierre? – Repete Mimi desconfiada. Depois abana a cabeça negativamente e com uma calma lógica que só ela consegue, diz: - Não, não pode ser o Pierre que eu estou a pensar, esse nunca apareceria cá em casa.
O choque cobre o rosto do meu pai e eu compreendo-o. Depois de ser tão bem recebido por mim ele nunca esperava que a minha irmã tivesse tanto ressentimento dentro dela, ao ponto de não aceitar a sua identidade.
- É esse mesmo Pierre. – Digo suavemente, ela acreditou em mim, afinal nunca lhe tinha mentido. A sua expressão não se alterou nem um bocado com a confirmação do que ela mais temia (ou esperava, não tenho a certeza).
- O quê que estás aqui a fazer? – Pergunta ela ainda calma, parecia que nada daquilo a afetava diretamente.
- Vim ver as minhas filhas. – Respondeu o meu pai, simplesmente. Mais uma vez Christopher ocupou a posição de espectador. Fiquei a olhar para ele e de repente tive um vislumbre dele em criança, pelo menos eu achava que era ele, já que ele me tinha dito que éramos inseparáveis quando crianças. Estávamos a brincar num lago abeira da minha casa de infância, eu estava a rir-me muito enquanto ele atirava-me água para a cara com um enorme sorriso matreiro no rosto. Continuei a observá-lo na esperança que mais daquelas alegres e escassas memorias de infância voltassem, mas não me lembrei de mais nada. Ele olha para mim e ao percebe que eu o estou a observar sorri e pisca-me um olho. Um arrepio sobe pela minha espinha acima e eu desvio o olhar. Sinto-me nervosa a volta dele e isso nunca me tinha acontecido.
- Agora? – A réplica da minha irmã traz-me de volta a realidade. – Depois de 14 anos? Depois de 14 sem nos mandares uma carta ou nos telefonares sequer uma vez? – Ela conseguiu parecer calma e indignada ao mesmo tempo e eu fiquei admirada, não é algo que se consiga fazer assim tão facilmente. – Sabes o que é um telefone certo? – E por fim a ironia, penso, esta sim é realmente a minha adolescente irmã, com todo que a de bom nesta época da nossa vida: hormonas aos saltos e mau feitio.
- Eu mandei-vos uma carta. – Diz. – Após o divórcio voltei a contratar o detetive para vos encontrar outra vez. – Esclarece e olha para mim a procura de apoio.
- O quê? – Pergunta Mimi desconsertada, nunca lhe tinha passado pela cabeça que o nosso pai tivesse tentado encontrar-nos. Ate aos seus 7 anos de idade a minha irmã não parava de falar do nosso pai, passava a vida a perguntar-me como é que ele era e quando é que ele nos vinha buscar, eu respondia-lhe sempre que ele viria um dia. No dia do pai do ano em que ela completaria sete anos toda a sua curiosidade pelo nosso pai desapareceu, quando voltou da escola nesse dia vinha triste e com os olhos inchados de chorar e quando lhe perguntei o que se tinha passado recusou-se a dizer-me. Nunca soube o que se tinha passado naquele dia mas sempre imaginei que tivesse ouvido alguém a falar de nós. Depois disto o nome do nosso pai nunca mais foi mencionado por mim ou Mimi ou mesmo a minha mãe, dentro ou fora de casa, sempre que eu tentava tirar mais alguma informação a minha mãe sobre ele, ela apanhava um bebedeira ainda maior das que costumava apanhar e rapidamente desisti de tentar.
Rapidamente expliquei-lhe o que o nosso pai tinha contado até agora. Mimi manteve-se em silêncio o tempo todo e toda a calma que antes que se pode observar nela voltou mas quem a conhecesse podia perceber que aquilo era só uma mascara.
- O resto é o pai que tem que contar. – Digo.
- Continue. – Diz Mimi, um pouco de esperança soou na sua voz mesmo sem ela querer.
- Eu mandei-vos uma carta meio ano depois do divórcio. O detetive encontrou-vos um mês depois de vocês se terem mudado mas nesse tempo a tua mãe já tinha conseguido pedir a vossa custódia, conseguiu provar que eu era violento e, por isso, nem eu vos podia visitar nem vocês a mim. – Diz. – Sinceramente, nunca percebi como é que ela conseguiu, quando tentei perceber disseram-me que ela tinha arranjado uma testemunha que tinha que permanecer anónima e que era extremamente confiável.
- Continuas o mesmo idiota de à 14 anos atrás. – Ouço a voz da minha mãe falar e percebo logo desde o início que ela esta muuiiiitttoooo bêbeda, como já é normal. Sinto-me envergonhada mas não há nada que eu possa fazer.

- Foi a puta da tua mãe que testemunhou contra ti e também foi ela que me contou do teu caso com a puta da mãe desse ai. – Diz apontando para Christopher, olho para ele, vejo-o a ficar rígido e percinto os problemas a chegarem.


Comentem!!! :) 
- Katra