segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Magia do Natal!! - Parte 2

Olá,
aqui está a segunda parte do conto de Natal. Em princípio, amanha postarei a 3º parte.
Peço desculpa por não ter postado mais cedo mas a época natalícia é sempre muito ocupada cá em casa.
Espero que gostem!!!! :)


Levantei-me e abri a porta.
Um homem de mais ou menos 45 anos e um rapaz de mais ou menos 22 anos encontravam-se na entrada da minha porta. O homem tinha cabelos castanhos com algumas mechas brancas, olhos verdes e o seu sorriso era igual ao sorriso com que eu sempre sonhava, pois aquele homem era Pierre, o meu pai.
Fiquei paralisada com a enxurrada de lembranças que voltaram, com a simples imagem do seu rosto. O seu sorriso quando voltava de viagem e via-me a correr para ir ter com ele, o seu olhar carinhoso sempre que me ia deitar, a alegria que tinha de vida (era uma alegria tão grande que até uma criança de 4 anos a conseguia perceber).
- Ola, Marie! – Diz o meu pai ainda a sorrir, ao não me ver reagir acrescenta com o sobrolho ligeiramente franzido. – Sou eu, o teu pai.
- Eu sei. – Respondo eu voltando à realidade. Uma lágrima escorre-me pela cara a baixo e eu não fiz nada para a parar. Em vez disso, afasto-me para o lado e fiz sinal para que eles entrassem. Quando o rapaz passou por mim percebi que ele era realmente lindo, ainda não lhe tinha prestado muita atenção. Tinha cabelo preto, olhos azuis e podia-se perceber os músculos por baixo do fato que vestia.
Conduzo os dois para a cozinha/sala e sirvo-lhes chá. Sento-me envergonhada por não ter mais nada para lhes servir mas a minha mãe já tinha acabado com todas as bebidas alcoólicas cá de casa à muito tempo e o café tinha acabado à dois dias, como ainda não tinha recebido este mês, não tinha dinheiro para desperdiçar com café.
Sento-me na mesa à beira deles e resolvi iniciar a conversa.
- Só li hoje a carta.
- A carta? Mas ela estava endereçada à tua mãe? – Responde-me o meu pai com o sobrolho franzido.
- Ela não se mantém tempo suficiente sóbria para ler a correspondência. – Respondo envergonhada.
- Está tão mau assim?
 - Sim. – Respondo concisa.
- Desculpa. – Diz ele. Nos seus olhos podia-se ver todo o seu arrependimento, senti-me mal por isso. Na minha cabeça a culpa de tudo era da minha mãe mas eu sabia que não era verdade. O meu pai também tinha a culpa de muita coisa, eu é que sempre o considerei perfeito, talvez por a última vez que o vi ser apenas uma criança que idolatrava o pai.
- Porque que nunca nos vieste buscar?
- Porque achei que vocês iam ficar melhor com a vossa mãe, ao fim dum mês pus um detetive atrás de vocês pois queria ver-te e à tua irmã, o detetive demorou certa de meio ano a encontrar-vos. Então, nessa altura que tentei convencer a vossa mãe a deixar-vos vir passar ferias comigo, foi também nessa altura que mandei o divórcio para que ela assinasse, junto mandei uma carta a explicar que não pediria a vossa custodia se ela deixasse vocês irem passar as ferias comigo e disse-lhe que mandaria também 600 euros por mês para ti e para a tua irmã. A tua mãe nunca me respondeu simplesmente mandou-me os papeis do divorcio assinados e fugiu novamente com vocês as duas.
- Eu nem se quer sabia que vocês estavam separados nem que tu nos mandavas dinheiro. – Disse. O meu pai olhou para mim, triste.
- Eu não sabia que as coisas estavam tão mal assim.
- Mas tu na carta disseste que tinhas um detetive a vigiar-nos, como é que é possível não saberes como é que estavam as coisas? – Pergunto-lhe confusa.
- Não sei, sinceramente, não sei. Eu sempre pensei que vocês tivessem pelo menos uma vida segura, em termos de dinheiro. Sempre foi isso que o detetive deu a intender. – Responde ele, parecia um pouco zangado.
- Eu sempre disse que não confiava naquele detetive. – Comenta o rapaz, que eu não conhecia, com desprezo. – Não me admirava nada que a Isabel tivesse pago ao detetive para te mentir durante todos estes anos.
- Com que dinheiro? – Pergunto-lhe eu, acabando por defender a minha mãe mesmo sem querer.
- O que o teu pai mandava para vocês. – Responde ele rapidamente. Não gostei nada que ele, um total desconhecido para mim, estivesse a acusar a minha mãe mas, simplesmente, lhe dirigi um olhar assassino em vez de lhe responder.
O meu pai ao perceber que o ambiente estava a ficar um pouco hostil lembrou-se que ainda não nos tinha apresentado.
- Ó meu Deus! No meio desta confusão toda esqueci-me de vos apresentar. Marie este é o Christofer.
- Nós já nos conhecemos. – Diz o rapaz, que eu agora sei que se chama Christofer, com um ar aborrecido.
- Conhecemos?! – Pergunto espantada. – De onde?
- Da infância. Nós costumávamos ser inseparáveis. – Diz com o olhar suave e um pouco distante, como se estivesse a lembrar-se de alguma coisa.
 - Não me lembro de ti. – Mal acabo de falar e percebo que estou a ser um pouco rude e nem sequer sei porquê.


Comentem, por favor!!!

- Katra

sábado, 21 de dezembro de 2013

A Magia do Natal!! - Parte 1

Aqui está o conto que vos falei... Vou posta-lo por partes, pois é um pouco grande e eu ainda não o acabei de escrever :) Espero que gostem!
Comentem!!! :)


É Natal!
Podemos afirmar isso só de olhar para as montras decoradas com pinheiros de Natal, fitas, bolinhas e luzinhas coloridas a piscar em todo o lado. Como se não bastasse, este ano está a nevar.
No Porto raramente neva no Inverno mas este ano, só para deixar as coisas mais melodramáticas do que já são, neva.
Toda a gente adora o Natal e eu até consigo perceber porquê, quer dizer, receber prendas, juntar a família e montar toda a decoração de Natal parece realmente ótimo e super divertido. Para quem tem uma família.
Eu nunca tive um Natal assim, pelo menos que me lembre. Eu e a minha irmã vivemos com a nossa mãe, não conhecemos mais ninguém da nossa família, nem se quer de fotografias. Quando tinha vinte anos, a minha mãe fugiu connosco de França e consequentemente de toda a nossa família. Eu tinha quatro anos e a minha irmã dois quando isso aconteceu, desde então já se tinham passado quatorze anos.
Esta é uma das razões de porque eu odeio o Natal, ao longo dos anos muitas outras razões foram aparecendo. Por exemplo, o facto de a minha mãe estar sempre bêbada no Natal (ou em qualquer outra ocasião) é também uma razão.
Apesar disso todos os anos, a minha irmã, Mimi, faz questão de elaborar uma grande festa com tudo o que temos direito: árvore de Natal, rabanadas, bacalhau, bolo-rei, pão-de-ló…
Eu consigo percebe-la. Ela não consegue aceitar que nos não somos uma família normal, ela necessita urgentemente de uma família normal. E isto é o que mais me doí, o facto de a minha irmã não conseguir ultrapassar o que se passou à já quatorze anos.
Suponho que fosse mais fácil de ultrapassar o que se passou se, ao menos, soubéssemos que realmente se passou. A única coisa que eu e a minha irmã sabemos é o que a nossa mãe nos contou quando eu tinha mais ou menos 10 anos. Ela contou-nos que o nosso pai tinha uma amante e que ela só conseguia pensar num solução, fugir, disse também que era por isso que bebia tanto. Sinceramente não parece muito verdadeiro para mim, essa não é a imagem que eu tenho do meu pai. Lembro de pensar que ele era o melhor pai do mundo, ele viajava muito mas sempre trazia brinquedos para mim e para a minha irmã. Lembro-me também que os meus pais passavam a vida a discutir mas não consigo acreditar que o meu pai fosse capaz de trair a minha mãe. Mas depois lembro-me que nestes quatorze anos ele nunca sequer tentou encontrar-nos, quer dizer, se realmente gostava assim tanto de nós deveria ao menos tentar encontrar-nos.
 Os dois primeiros anos que passamos em Portugal ficamos a maior parte do tempo em casa de uma vizinhas que tinham pena da minha mãe. A minha mãe não teve grandes problemas de adaptação, vem de uma família que emigrou para França e que atualmente se encontrava muito bem de finanças, então alem de falar muito bem a língua, conhecia muito bem o país pois tinha cá vindo muitas vezes passar férias com a família. Assim sendo, arranjou facilmente emprego, o problema é que mais cedo ou mais tarde os patrões percebiam que ela andava bêbeda em serviço. Durante este tempo, eu tinha esperanças que o meu pai me viesse buscar, em realidade, fazia planos para quando ele me viesse buscar. Finalmente convenci-me que ele nunca viria, então deixamos de ir para casa das vizinhas e comecei a ser eu a tomar conta da minha irmã de cinco anos enquanto eu tinha sete. Também já tinha percebido que a minha mãe não era uma mãe normal por isso tentava manter-nos, a mim e à minha irmã, o mais longe possível dela.
Atualmente tenho dezoito anos e muito pouca coisa mudou na minha vida, a não ser a carta que tinha escondida no meu bolso. Estava dirigida à minha mãe mas ela andava tão bêbeda que tenho a certeza que nunca desconfiaria. A carta vinha de França e estava assinada com Pierre, esse é o nome do meu pai, e esta foi a razão de ter ficado com a carta pois, apesar de já se terem passado quatorze anos, aquela esperança que tinha em criança ainda se encontra viva dentro de mim, mesmo com tudo que fiz para a matar.
Ainda não contei nada à minha irmã, pois esta, mais do que eu, tem esperança que um dia o pai a venha resgatar desta vida difícil. Não quero direciona-la se em realidade não for algo de bom.
Hoje é dia 20 de Dezembro, faltam cinco dias para o Natal, e encontro abro a carta espero que algum milagre de Natal acontece e que esta carta seja algo que possa sustentar as nossas esperanças.
“ Ola Isabel,
Sei que não nos falamos à muito tempo mas na última carta que te enviei há treze anos, quando finalmente te encontrei, avisei-te que voltaríamos a falar sobre as nossas filhas. Agora que Marie é já maior de idade vou a Portugal, preciso de conhece-la e à Mimi também mas sei que não me vais deixar aproximar dela até que ela seja legalmente maior de idade e tu não possas fazer nada contra.
Estarei em Portugal no dia 20 de Dezembro. Não te incomodes em fugir, desde que descobri onde te encontravas que tenho um detetive a enviar-me relatórios sobre as minhas filhas. Saberei onde estás fujam para onde fugirem.
Espero que avises Marie sobre a minha chegada, se não ela vai saber da minha presença de qualquer maneira, só preferia que não fosse um choque para ela.
Até breve,
Pierre.”
Lágrimas escorriam pela minha cara a baixo quando terminei a leitura desta carta. O meu pai sempre quis saber de nós, sempre nos amou, este era o único pensamento que permanecia na minha cabeça.

Neste momento, a campainha tocou.



Até a próxima parte!!!

- Katra

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ausência :(

Olá!
Só vim dizer que até mais ou menos dia 20 de Dezembro não vou postar mais nada :(
Estou a escrever uma nova história e não quero começar a publicar ate ter mais ou menos 3 capítulos escritos. Fora isso, também estou a escrever um conto de Natal :)
Espero que não desistam do nosso blog e que gostem das nossas próximas histórias.


- Katra